A doença de Alzheimer ainda é cercada por desconhecimento, interpretações equivocadas e estigma. Por isso, falar sobre Alzheimer continua sendo necessário para ampliar o acesso à informação e contribuir para uma sociedade mais preparada para acolher pessoas que vivem com demência.
Setembro é o Mês Mundial do Alzheimer, campanha internacional dedicada à conscientização sobre demência. Mais do que lembrar uma data, esse período ajuda a colocar em pauta uma questão de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
O que é a doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva e a causa mais frequente de demência.
A demência não é uma doença específica. O termo engloba diferentes condições capazes de afetar memória, raciocínio, linguagem, comportamento e a capacidade de realizar atividades do cotidiano.
Pessoas vivendo com demência
Estimativa mundial para 2021 apresentada pela Organização Mundial da Saúde.
Dos casos de demência
A doença de Alzheimer representa aproximadamente 60% a 70% dos casos de demência.
Doença de Alzheimer faz parte do envelhecimento normal?
Não.
Embora a idade seja um dos fatores de risco mais importantes para a demência, ela não é uma consequência normal ou inevitável do envelhecimento.
Uma pessoa pode apresentar algumas mudanças relacionadas à idade sem desenvolver Alzheimer. Alterações persistentes na memória, no raciocínio ou na capacidade de realizar atividades do dia a dia precisam ser avaliadas por profissionais de saúde.
Envelhecer não significa necessariamente desenvolver Alzheimer ou outra forma de demência.
Por que ainda existe tanto desconhecimento sobre a doença de Alzheimer?
O World Alzheimer Report 2024, publicado pela Alzheimer’s Disease International, analisou atitudes sobre demência com mais de 40 mil participantes em 166 países e territórios.
Do público geral
Acreditava que a demência fazia parte do envelhecimento normal.
De profissionais de saúde e cuidado
Compartilhavam essa mesma percepção equivocada.
Das pessoas com demência
Relataram já ter enfrentado algum tipo de discriminação.
Países e territórios
Fizeram parte do levantamento internacional publicado em 2024.
O estigma sobre a doença de Alzheimer também precisa ser enfrentado
O estigma pode aparecer por meio de afastamento social, julgamentos, infantilização, perda de autonomia ou pela ideia de que uma pessoa deixa de ter opiniões, sentimentos e capacidade de participar da própria vida após um diagnóstico.
Por trás de qualquer condição de saúde continua existindo uma pessoa com história, vínculos, desejos, direitos e dignidade.
Doença de Alzheimer e demência no Brasil: quantas pessoas vivem com essas condições?
No Brasil, o tema se torna cada vez mais relevante diante do envelhecimento da população.
O Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Saúde, reúne diferentes estimativas sobre a dimensão da condição no país.
Estimativa para 2019
Pessoas vivendo com doença de Alzheimer e outras demências no Brasil.
Projeção para 2050
Estimativa apresentada no relatório para as próximas décadas.
Diferentes metodologias podem produzir estimativas distintas. Por isso, esses números precisam ser compreendidos dentro do contexto de cada estudo.
Informação sobre a doença de Alzheimer também é uma forma de cuidado
Profissionais de saúde, pesquisadores e organizações especializadas possuem papel essencial no diagnóstico, tratamento, acompanhamento e orientação das pessoas com demência.
Mas a sociedade também pode contribuir. Compartilhar informações confiáveis, evitar reproduzir mitos, respeitar a autonomia das pessoas e combater comportamentos discriminatórios são atitudes que ajudam a construir comunidades mais acolhedoras.
O papel do Instituto Viver Feliz
O Instituto Viver Feliz não substitui profissionais de saúde nem organizações especializadas. Nosso papel é ajudar uma pauta importante a alcançar mais pessoas e contribuir para que informação se transforme em consciência social.
Conscientização sobre a doença de Alzheimer em São Paulo
Em 20 de setembro, o Instituto Viver Feliz apoiará a ABRAz Regional São Paulo — Associação Brasileira de Alzheimer em uma ação de conscientização sobre a doença e outras demências.
A ABRAz atua na disseminação de informações sobre Alzheimer e outras demências e no apoio às pessoas que vivem com essas condições, familiares e cuidadores.
Estar ao lado de organizações que trabalham diretamente com essa causa é também uma maneira de contribuir para ampliar seu alcance em São Paulo e aproximar informação confiável das comunidades.
Por que ainda precisamos falar sobre a doença de Alzheimer?
Porque ainda existem mitos sobre a doença. Porque demência não é uma consequência natural do envelhecimento. Porque pessoas que vivem com Alzheimer ainda enfrentam estigma e discriminação.
E porque informação pode contribuir para que famílias e comunidades estejam mais preparadas para acolher e respeitar quem convive com essa realidade.
Antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa que merece continuar sendo vista, ouvida, respeitada e acolhida.
Ainda precisamos falar sobre Alzheimer.
Precisamos falar para informar. Precisamos falar para combater o estigma. E precisamos falar para ampliar o respeito.
Perguntas frequentes sobre a doença de Alzheimer
Qual é a diferença entre Alzheimer e demência?
Demência é um termo utilizado para diferentes condições que afetam funções cognitivas e atividades do cotidiano. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência.
Alzheimer faz parte do envelhecimento normal?
Não. A idade aumenta o risco, mas a demência não é uma consequência normal ou inevitável do envelhecimento.
Existe tratamento para Alzheimer?
Existem formas de tratamento e acompanhamento voltadas ao manejo dos sintomas e à organização do cuidado. O diagnóstico e a definição do tratamento devem ser realizados por profissionais de saúde.
Onde encontrar informações sobre Alzheimer em São Paulo?
A ABRAz possui atuação regional e oferece informação e apoio a pessoas com Alzheimer e outras demências, familiares e cuidadores.
